VÍDEO: “Venezuela hoje, quem amanhã?” Advogado Renato Abrantes faz alerta urgente sobre soberania nacional
O advogado traz sua reflexão em relação ao ataque dos Estados Unidos à Venezuela e a prisão de o ataque dos Estados Unidos à Venezuela
No “Direto ao Ponto” desta segunda-feira (5), o advogado Renato Abrantes trouxe uma análise crítica sobre o ataque dos Estados Unidos à Venezuela. No comentário do dia, Abrantes questionou as implicações jurídicas e históricas de intervenções estrangeiras em territórios soberanos, levantando o questionamento: “Venezuela hoje, quem amanhã?”.
Para o advogado, a ação de potências mundiais que ignoram as fronteiras e a soberania de outros países não deve ser analisada sob a ótica da “simpatia ou antipatia política”, mas sim como uma violação grave da ordem internacional.
“O sequestro de um chefe de estado em território soberano é uma agressão frontal às normas do Direito Internacional e guarda inquietante semelhança histórica com práticas que a humanidade jurou que nunca mais se repetiriam”, disse.
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Abrantes traçou um paralelo histórico com o período que antecedeu a Segunda Guerra Mundial, lembrando que a invasão de territórios soberanos sob justificativas ideológicas costuma ser o prelúdio de grandes tragédias.
“A história ensina que o desrespeito sistemático à soberania alheia é sempre o primeiro passo para tragédias maiores”, afirmou.
O comentarista enfatizou que princípios como a autodeterminação dos povos e a não-intervenção não são opcionais: “Quando uma potência decide agir fora das regras, não enfraquece apenas o alvo imediato, deslegitima todo o sistema”.
O advogado também questionou a eficácia de órgãos como a ONU, indagando se tais instituições possuem real utilidade quando não conseguem conter os excessos das nações mais poderosas.
Renato Abrantes alertou que o conflito na Venezuela não é um problema distante para os brasileiros, especialmente para os nordestinos. Ele destacou a proximidade geográfica e os laços econômicos e migratórios que unem os dois países. Além disso, lembrou que o Brasil, assim como a Venezuela, é rico em recursos naturais cobiçados, como petróleo e minerais raros.
“Quem acredita que isso nunca acontecerá conosco desconhece a lógica do imperialismo moderno. O imperialismo de Trump que quer reativar a Doutrina Monroe, sob a ótica de que a América e para os estadunidenses”.
“A guerra, ainda que não declarada formalmente, já está acontecendo muito perto de nós e quando o direito internacional é rasgado, sem reação efetiva, o próximo alvo deixa de ser uma hipótese distante, passa a ser apenas uma questão de oportunidade”, destacou o advogado.
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