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VÍDEO: Reservatórios na Paraíba estão com 30% da capacidade total, diz presidente da AESA

Em entrevista à Rede Diário do Sertão, Porfírio Loureiro revelou que alguns reservatórios de pequeno porte já entraram em colapso, situação mais comum justamente entre açudes menores

Por Luiz Adriano

28/01/2026 às 18h56 • atualizado em 28/01/2026 às 18h57

O presidente da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (AESA-PB), Porfírio Loureiro, fez um panorama geral da situação hídrica do estado durante entrevista ao programa Olho Vivo, da Rede Diário do Sertão. Segundo ele, a Paraíba inicia a quadra chuvosa de 2026 com os reservatórios em níveis mais baixos do que o desejado, reflexo direto da irregularidade das chuvas em 2025.

De acordo com os dados apresentados, os 139 reservatórios monitorados pela AESA possuem capacidade total para acumular cerca de 4 bilhões de metros cúbicos de água. Atualmente, o volume armazenado é de aproximadamente 1,25 bilhão de m³, o que representa 30% da capacidade total.

“Estamos encerrando o período de estiagem e iniciando a quadra chuvosa, mas o período chuvoso de 2025 não foi tão regular como o de 2024. Não tivemos condições de recarregar satisfatoriamente nossos reservatórios e entramos nessa quadra chuvosa de 2026 com níveis realmente mais baixos”, explicou Porfírio.

Reservatórios colapsados e regiões mais afetadas

O presidente da AESA revelou que alguns reservatórios de pequeno porte já entraram em colapso, situação mais comum justamente entre açudes menores. No entanto, ele chamou atenção para o fato de que reservatórios considerados importantes também secaram. Entre os exemplos, ele citou reservatórios de Taperoá, no Cariri, Desterro, no Sertão, e ainda na Serra de Teixeira.

Seca no Sertão da Paraíba – Foto: Priscila Tavares/Diário do Sertão

Transposição garante segurança hídrica

Apesar do cenário desafiador, Porfírio Loureiro destacou o papel fundamental da Transposição do Rio São Francisco para evitar uma crise mais grave no estado.

Ele citou o Açude Epitácio Pessoa (Boqueirão), que atualmente opera com cerca de 39% da capacidade, volume considerado suficiente para garantir o abastecimento do Eixo Leste. Além disso, várias cidades cujos reservatórios colapsaram já estão sendo atendidas com água da transposição, por meio de adutoras operadas pela Cagepa.

Vale do Piancó e medidas preventivas

No Sertão paraibano, especialmente no Vale do Piancó, Porfírio explicou que, em anos anteriores, muitos açudes permaneciam com comportas abertas para liberar água para cuidados com animais e irrigação. Em 2025, no entanto, essa prática precisou ser interrompida mais cedo.

“Tivemos que fechar esses reservatórios ainda no final de outubro e início de novembro, já tentando preservar os volumes existentes”, relatou.

Situação em Cajazeiras e Sousa

Ele explicou também as situaçõe para as regiões de Cajazeiras e Sousa. Segundo Porfírio, o Açude Engenheiro Ávidos iniciou a quadra chuvosa com cerca de 50 milhões de metros cúbicos, enquanto o Açude de São Gonçalo, em Sousa, acumula aproximadamente 16 milhões de m³.

Chuvas na região de Cajazeiras

Porfírio Loureiro também destacou as chuvas registradas dessa terça-feira (27) para esta quarta-feira (28) em Cajazeiras, que já começam a gerar aportes importantes nos reservatórios:

– 31 mm no Açude Lagoa do Arroz, com aporte estimado de 116 mil m³;
– 21 mm no Açude Engenheiro Ávidos, resultando em aporte de cerca de 100 mil m³.

“Temos previsão de mais chuvas até o dia 7 de fevereiro. Todas as situações são favoráveis”, concluiu o presidente da AESA.


Assista a entrevista completa com o presidente da AESA-PB, Porfírio Loureiro:

DIÁRIO DO SERTÃO

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