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Terapia tripla elimina tumores de câncer de pâncreas em testes com animais, aponta pesquisa espanhola

Estudo espanhol mostra regressão duradoura da doença em modelos animais, ainda sem testes em humanos

Por Luiz Adriano

30/01/2026 às 12h57 • atualizado em 30/01/2026 às 13h04

Fonte: Agência Brasil - Imagem: Reprodução

O grupo do Centro Nacional de Pesquisa Oncológica da Espanha (CNIO) conseguiu evitar o desenvolvimento de resistência do câncer de pâncreas, utilizando em modelos animais com uma terapia tripla combinada.

Conforme o órgão espanhol, os medicamentos atuais para o referido câncer, perdem a eficácia em poucos meses porque o tumor desenvolve resistência.

Esses resultados “abrem caminho para o desenvolvimento de terapias combinadas que podem melhorar a sobrevida”, indicam os autores, embora isso não deva ocorrer em curto prazo.

A notícia ganhou repercussão nesta semana, no entanto, os resultados foram publicados em dezembro de 2025 na revista PNAS – Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Casos na Espanha – Matéria publicada no site do CNIO, relata que “na Espanha, mais de 10.300 casos de câncer de pâncreas são diagnosticados anualmente, tornando-o uma das formas mais agressivas da doença. A detecção em estágios avançados e a falta de terapias eficazes fazem com que a taxa de sobrevida em cinco anos após o diagnóstico seja inferior a 10%. Mas a pesquisa está finalmente avançando e começando a mudar esse paradigma após décadas de progresso muito limitado”.

Parecer científico – Mariano Barbacid, desenvolvedor da terapia, relata que foram eliminados com sucesso, tumores pancreáticos em camundongos de forma completa e duradoura, sem efeitos colaterais significativos. O estudo foi publicado com Carmen Guerra como coautora principal e Vasiliki Liaki e Sara Barrambana como primeiras autoras.

“Esses estudos abrem caminho para o desenvolvimento de novas terapias combinadas que podem melhorar a sobrevida de pacientes com adenocarcinoma ductal pancreático (PDAC – o tipo mais comum de câncer de pâncreas)”, afirmam os autores na PNAS . “Esses resultados definem o rumo para o desenvolvimento de novos ensaios clínicos.”

O tratamento foi aplicado a três modelos de adenocarcinoma ductal pancreático em ratos e, em todos eles, foi induzida uma regressão significativa e duradoura desses tumores experimentais, sem causar toxicidades significativas, afirmam os autores na PNAS .

Testes em humanos

Em relação aos próximos passos, Barbacid explica: “é importante entender que, embora resultados experimentais como os descritos aqui nunca tenham sido obtidos antes, ainda não estamos em condições de realizar ensaios clínicos com a terapia tripla”.

Os autores enfatizam que otimizar a terapia tripla combinada para uso em um ambiente clínico não será fácil. “(..) Apesar das limitações atuais, esses resultados podem abrir caminho para novas opções terapêuticas para melhorar o prognóstico clínico de pacientes com adenocarcinoma ductal pancreático em um futuro não muito distante.”

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