Terapia tripla elimina tumores de câncer de pâncreas em testes com animais, aponta pesquisa espanhola
Estudo espanhol mostra regressão duradoura da doença em modelos animais, ainda sem testes em humanos

O grupo do Centro Nacional de Pesquisa Oncológica da Espanha (CNIO) conseguiu evitar o desenvolvimento de resistência do câncer de pâncreas, utilizando em modelos animais com uma terapia tripla combinada.
Conforme o órgão espanhol, os medicamentos atuais para o referido câncer, perdem a eficácia em poucos meses porque o tumor desenvolve resistência.
Esses resultados “abrem caminho para o desenvolvimento de terapias combinadas que podem melhorar a sobrevida”, indicam os autores, embora isso não deva ocorrer em curto prazo.
A notícia ganhou repercussão nesta semana, no entanto, os resultados foram publicados em dezembro de 2025 na revista PNAS – Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
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Casos na Espanha – Matéria publicada no site do CNIO, relata que “na Espanha, mais de 10.300 casos de câncer de pâncreas são diagnosticados anualmente, tornando-o uma das formas mais agressivas da doença. A detecção em estágios avançados e a falta de terapias eficazes fazem com que a taxa de sobrevida em cinco anos após o diagnóstico seja inferior a 10%. Mas a pesquisa está finalmente avançando e começando a mudar esse paradigma após décadas de progresso muito limitado”.
Parecer científico – Mariano Barbacid, desenvolvedor da terapia, relata que foram eliminados com sucesso, tumores pancreáticos em camundongos de forma completa e duradoura, sem efeitos colaterais significativos. O estudo foi publicado com Carmen Guerra como coautora principal e Vasiliki Liaki e Sara Barrambana como primeiras autoras.
“Esses estudos abrem caminho para o desenvolvimento de novas terapias combinadas que podem melhorar a sobrevida de pacientes com adenocarcinoma ductal pancreático (PDAC – o tipo mais comum de câncer de pâncreas)”, afirmam os autores na PNAS . “Esses resultados definem o rumo para o desenvolvimento de novos ensaios clínicos.”
O tratamento foi aplicado a três modelos de adenocarcinoma ductal pancreático em ratos e, em todos eles, foi induzida uma regressão significativa e duradoura desses tumores experimentais, sem causar toxicidades significativas, afirmam os autores na PNAS .
Testes em humanos
Em relação aos próximos passos, Barbacid explica: “é importante entender que, embora resultados experimentais como os descritos aqui nunca tenham sido obtidos antes, ainda não estamos em condições de realizar ensaios clínicos com a terapia tripla”.
Os autores enfatizam que otimizar a terapia tripla combinada para uso em um ambiente clínico não será fácil. “(..) Apesar das limitações atuais, esses resultados podem abrir caminho para novas opções terapêuticas para melhorar o prognóstico clínico de pacientes com adenocarcinoma ductal pancreático em um futuro não muito distante.”
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