VÍDEO: Amizade entre jovem com deficiência visual e sua jumentinha Mayara diverte moradores de Boqueirão
O animal dócio acompanha Renan desbravando todo tipo de cercania no maior distrito de Cajazeiras. Entre ruas, estradas, rios, açudes e praças, os dois são como uma versão sertaneja de Dom Quixote e seu cavalo Rocinante
Ele tem deficiência visual, mas sua alma enxerga muito além do que os olhos podem ver. Dá para perceber essa sensibilidade na forma como sorri e como trata sua fiel companheira.
Estamos falando do jovem Renan, de 24 anos, e a jumentinha Mayara, moradores do Distrito de Engenheiro Avidos, conhecido como Boqueirão de Piranhas, na zona rural de Cajazeiras, no Sertão paraibano. A localidade é conhecida pelo seu imponente açude, de onde famílias tiram o sustento através da pesca e da agricultura.
Durante uma visita ao distrito para fazer outra reportagem, a equipe da TV Diário do Sertão conheceu Renan, figura tímida, de poucas palavras, mas de sorriso fácil e espírito aventureiro.
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Na companhia de Renan está Mayara, sua jumentinha de estimação, com quem ele convive desde os 12 anos de idade. O animal dócio leva Renan para desbravar todo tipo de cercania… ruas, estradas – de terra ou de asfalto -, rios, açudes e praças, como se fossem uma versão sertaneja de Dom Quixote e seu cavalo Rocinante.

Renan é tímido, de poucas palavras, mas de sorriso fácil e espírito aventureiro (Foto: TV Diário do Sertão)
Para o jovem “cavaleiro”, essa relação com a pequena Mayara representa exatamente o que o rei do baião, Luiz Gonzaga, repete várias vezes na “Apologia ao Jumento”: esse bravo animal, que é personagem central no desenvolvimento do Nordeste, é nosso irmão, é sagrado.
Renan é quase cego dos olhos, mas enxerga o valor de Mayara pelo coração. E quem mora no distrito já conhece essa história de irmandade. Nos fins de tarde, o “cavaleiro” sai para passear com sua fiel escudeira pela vizinhança, distribuindo sorrisos.
Durante nossa reportagem, antes de partirem rua a fora e rua a dentro, Renan deixou para atrás a timidez e conseguiu dar uma palhinha cantando “Folha Seca”, de Amado Batista, com direito a acompanhamento do repórter José Dias Neto. Depois, saíram em disparada, o “cavaleiro” e sua companheira, em mais um dia no pacato Boqueirão, onde as horas ainda trotam sem pressa.
DIÁRIO DO SERTÃO
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