VÍDEO: Entenda como a falta de autoridade pode abrir brechas para pedófilos na vida de crianças e adolescentes
Professor Ivo Lavor alerta pais e responsáveis: "As crianças não têm, muitas vezes, oportunidade de ter proximidade com seus pais. Isso também provoca uma relação fragilizada entre pais e filhos"
No “Diário Educação” dessa semana, o professor Ivo Lavor trouxe à tona uma reflexão sensível e necessária: a relação entre o enfraquecimento da autoridade dos pais e a vulnerabilidade de crianças e adolescentes diante de predadores sexuais.
Segundo o educador, a postura dos responsáveis é, muitas vezes, o principal critério de escolha para criminosos.
Lavor iniciou sua fala citando uma entrevista realizada com um pedófilo nos Estados Unidos, que revelou uma face desconhecida da estratégia de aproximação. Ao ser questionado se o gênero, a idade ou a beleza da criança eram os fatores determinantes para o ataque, o criminoso foi enfático em negar.
“Nós olhamos os pais. Pais distraídos fazem com que nós nos aproximemos mais facilmente dessas vítimas”, citou o professor, reproduzindo a fala do entrevistado.
Para o professor, o conceito de autoridade tem sido mal interpretado e, consequentemente, desestruturado dentro das casas. Ele define a autoridade não como autoritarismo, mas como uma referência de segurança e resolução de conflitos.
“Uma autoridade são pessoas que nós temos como aquelas que resolvem os nossos problemas, que elas sabem o que fazem”, explicou.
O educador aponta que essa autoridade começa a ruir quando os pais perdem a capacidade de estabelecer limites. De acordo com ele, estamos vivendo um “movimento silencioso” que desestrutura as famílias.
“Quando os pais não conseguem sustentar um ‘não’, quando eles não sabem corrigir os seus filhos nem mesmo provocar neles algum tipo de frustração, essa autoridade passa a ser desconstruída”.
Além da falta de limites, o professor destacou que a ausência de proximidade física e emocional cria um vácuo perigoso. Sem uma relação de confiança e presença, a criança deixa de enxergar nos pais o porto seguro necessário para denunciar abusos.
“As crianças não têm, muitas vezes, oportunidade de ter proximidade com seus pais. Isso também provoca uma relação fragilizada entre pais e filhos”, alertou.
Essa fragilidade é alimentada pelo predador, que utiliza o isolamento da criança a seu favor. O professor explica que, ao ouvir de um estranho que “não pode contar nada para ninguém”, a criança obedece justamente por não ter nos pais essa referência de proteção ativa.
“Como eles não têm o pai como uma referência de autoridade, isso provoca, na verdade, uma fragilidade muito maior”, concluiu Ivo Lavor.
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