Poeta denuncia descaso da prefeitura de CZ com praça que leva nome do seu pai – VÍDEO
Durante décadas, Constantino Cartaxo cuidou das cajazeiras que foram plantadas por ele há mais de 30 anos no local
Fundada há exatos 20 anos no governo do prefeito José Nelo Zerinho Rodrigues, a praça Cristiano Cartaxo, no centro de Cajazeiras, próxima ao Açude Grande, que em outras épocas foi um dos cartões postais da cidade e movimentado ponto de encontro de amigos e casais de namorados, está abandonada pelos gestores públicos e praticamente não recebe mais visitantes.
A TV Diário do Sertão conversou com o poeta Constantino Cartaxo, filho de Cristiano, que durante décadas cuidou das cajazeiras (pés de cajá) que foram plantadas por ele mesmo há mais de 30 anos no local, onde mais tarde seria construída a praça. Ao todo, Constantino plantou sete cajazeiras. Hoje restam apenas duas. Algumas foram cortadas pelas próprias administrações municipais, segundo ele.
Além disso, a praça sofre com a depredação. Alguns bancos de concreto estão quebrados e outros foram até arrancados. E devido à falta de cuidados da administração municipal, o terreno não fertiliza árvores nem grama, afinal não existe fonte de água para regar as plantas. As sombras as quais se pode recorrer para amenizar o clima escaldante da seca fica por conta das duas cajazeiras que ainda resistem às intempéries climáticas e às agressões do próprio homem.
Triste e descrente em relação aos cuidados das gestões públicas, Constantino já não se dedica mais com afinco a zelar pelo patrimônio que ele viu ser fundado e ajudou a florir.
– Sofri muito pra ver essas cajazeiras crescerem. Hoje só tem duas. Uma sobreviveu por teimosia. Quem toma conta de Cajazeiras, os prefeitos, os dirigentes, eles não pensam na cidade, porque se eles pensassem, essas praças deveriam ser todas cobertas de plantas frutíferas – lamenta.
O poeta lembra que em gestões passadas um secretário municipal chegou a prometer que revitalizaria a praça, mas o projeto não chegou nem a ser elaborado e discutido.
– O tempo foi passando e esqueceram, não fizeram nada. Depois começaram a trabalhar contra o que eu fazia, então eu abandonei. A praça é do meu pai, mas eu abandonei. Abandonei porque quando estava bonita, era o prefeito; quando está abandonada, dizem “Mas, Tantino, a praça do seu pai você abandonou!”
Assista no vídeo acima a matéria especial completa.
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