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VÍDEO: Enfermeiro lamenta fechamento de leitos de UTI no HUJB, mas diretora explica os motivos

Para enfermeiro, fechamento aconteceu em momento inadequado, pois não há vacina e o mundo está diante dos sinais de uma possível segunda onda da Covid-19

Por Jocivan Pinheiro

19/11/2020 às 12h57 • atualizado em 19/11/2020 às 13h05

Em entrevista ao programa Balanço Diário da TV Diário do Sertão, o enfermeiro Dilberto Fortunato, que trabalha como intensivista no Hospital Regional de Cajazeiras (HRC), lamentou o fechamento dos cinco leitos de UTI que tratavam de pessoas com Covid-19 no Hospital Universitário Júlio Bandeira (HUJB).

Para ele, o fechamento aconteceu em um momento inadequado, pois ainda não há vacina sendo administrada na população e o mundo está diante dos sinais de uma possível segunda onda da doença.

Dilberto relata que no HRC há dois leitos de enfermaria vazios, mas que não podem ser ocupados porque a enfermaria foi isolada para tratar de um paciente com suspeita de tuberculose. Esse paciente, na avaliação de Dilberto, poderia ter sido transferido para o HUJB se seus leitos não tivessem sido fechados.

“Lá tinha um leito de isolamento para atender esses casos específicos. O que o HUJB fez? Fechou esses cinco leitos de UTI. No meu ponto de vista, num momento indevido. Até porque não temos a vacina, estamos na pandemia ainda, nosso governador decretou por mais 180 dias o estado de calamidade. Como é que nós fechamos assim cinco leitos de UTI e deixamos a população com menos cinco leitos para atender numa necessidade, caso venha haver essa segunda onda?”, indagou o enfermeiro.

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Hospital Universitário Júlio Bandeira

Resposta do HUJB

O Diário do Sertão entrou em contato com a diretora do HUJB, Mônica Paulino, e ela explicou que a decisão de encerrar os leitos de UTI foi tomada quando o pico da pandemia estava controlado e havia uma taxa de ocupação muito baixa no HUJB. Diante dessa nova realidade, a direção entendeu que naquele momento era possível encerrar os leitos para retomar os atendimentos eletivos que estavam acumulados há muito tempo.

Mônica Paulino lembrou que o HUJB entrou no combate à Covid-19 como retaguarda ao Hospital Regional de Cajazeiras, que é a unidade de saúde referência na região, por isso os leitos foram abertos de forma provisória e três respiradores mecânicos foram cedidos para o HRC.

Além da necessidade de retomar os atendimentos eletivos que haviam sido suspensos, Mônica ressaltou que o HUJB elevou suas despesas nesse período porque teve que contratar profissionais de forma emergencial, mas provisória.

DIÁRIO DO SERTÃO

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