VÍDEO: Vaticano se consolida como ator político em um mundo em crise, defende colunista
A análise se ancora em informações divulgadas pela imprensa internacional sobre uma possível articulação da Santa Sé para oferecer asilo político a Nicolás Maduro na Rússia
No “Direto ao Ponto” desta semana, o colunista Renato Abrantes analisou o papel do Vaticano como um ator político relevante em um cenário internacional marcado pela fragilidade da diplomacia tradicional. Para ele, a atuação da Igreja Católica “ultrapassa o campo espiritual” e alcança a história, a cultura e a mediação política entre Estados em conflito.
A análise se ancora em informações divulgadas pela imprensa internacional sobre uma possível articulação da Santa Sé para oferecer asilo político a Nicolás Maduro na Rússia, em diálogos que teriam envolvido Washington e Moscou. Na avaliação do colunista, o episódio “não é uma curiosidade diplomática”, mas um indicativo de que o Vaticano “continua operando onde outros já não conseguem chegar”.
O comentarista destaca que, em um contexto de ONU enfraquecida, organismos regionais paralisados e potências mais preocupadas com hegemonia do que com soluções humanitárias, o Vaticano surge como “um dos poucos agentes ainda capazes de conversar com todos”. Ele lembra, inclusive, os recentes apelos do papa Leão XIV por paz e diálogo diante das tensões na Síria e no Irã.
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Segundo o colunista, a força da diplomacia vaticana está no método. Diferentemente dos Estados modernos, a Santa Sé atua com base na legitimidade moral, na discrição absoluta e no conhecimento das culturas, além da “recusa em humilhar o interlocutor”, fator considerado essencial para que acordos sejam duradouros.
A análise resgata ainda exemplos históricos em que esse modelo se mostrou eficaz, como a transição política da Polônia, a reaproximação entre Cuba e Estados Unidos e as mediações em curso na Ucrânia e no Oriente Médio, sempre sem o uso de sanções, exércitos ou imposições.
O colunista afirma que, em um mundo cada vez mais militarizado e no qual a diplomacia se transforma em espetáculo e instrumento de ressentimentos, o Vaticano representa “uma alternativa civilizatória”. Para ele, não se trata de devoção religiosa, mas de racionalidade estratégica: “menos destruição, mais diálogo e mais confiança”.
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