VÍDEO: Nabor Wanderley comenta prisão de Maduro e defende diálogo sem abrir mão da democracia
Ao ser questionado sobre o tema, Nabor afirmou que recebeu a notícia com preocupação e destacou a importância do respeito entre as nações e às instituições democráticas
O prefeito de Patos e pré-candidato ao Senado da República nas Eleições 2026, Nabor Wanderley (Republicanos), comentou a repercussão internacional envolvendo a prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. A declaração foi dada em entrevista à TV e Rede Diário do Sertão, durante a cobertura do evento realizado na manhã desta segunda-feira (5), no Teatro Paulo Pontes, em João Pessoa, promovido pelo Governo do Estado.
Ao ser questionado sobre o tema, Nabor afirmou que recebeu a notícia com preocupação e destacou a importância do respeito entre as nações e às instituições democráticas. “A gente fica triste pela forma como foi feita – de falta de respeito com as nações, com a autonomia dos poderes. Acho que tudo precisa ser tratado através da conversa”, disse.
O prefeito reforçou que o diálogo deve ser o principal instrumento para a resolução de conflitos, especialmente na América do Sul. “Precisa haver diálogo para que se possa resolver os problemas, principalmente numa região como a América do Sul, que é uma região reconhecida pela passividade, pela força do seu povo, que é trabalho”, afirmou.
Nabor Wanderley também ressaltou que, apesar de defender o diálogo, o fortalecimento da democracia é um princípio que não pode ser deixado de lado. “Claro que uma coisa importante que a gente tem que ter é o fortalecimento da democracia. Ninguém pode abrir mão de que a democracia possa reger todas as nações, não só na América do Sul, mas no mundo todo. Mas reconheço e defendo que o diálogo precisa estar presente acima de qualquer coisa”, concluiu.
A entrevista ocorreu durante a solenidade que apresentou ações e políticas públicas desenvolvidas pelo Governo da Paraíba, além do lançamento da nova edição da revista Paraíba da Gente, que reúne conquistas do estado em áreas estratégicas.
Prisão de Maduro
A captura de Nicolás Maduro e Cilia Flores ocorreu durante uma incursão militar de larga escala autorizada pelo presidente Donald Trump.
Forças especiais dos EUA realizaram ataques aéreos e incursões terrestres em Caracas, atingindo o Forte Tiuna e sistemas de energia. Maduro foi capturado antes de conseguir acessar um bunker de segurança.
Relatórios indicam que a ofensiva deixou cerca de 80 mortos entre militares e civis venezuelanos.
DIPLOMACIA
O governo brasileiro, sob a gestão Lula, adotou uma postura de cautela e crítica à intervenção direta.
O Itamaraty condenou a agressão militar, classificando-a como uma violação da soberania nacional venezuelana e do direito internacional. O Brasil reconheceu Delcy Rodríguez (então vice-presidente) como presidente em exercício para evitar um vácuo de poder total, enquanto defende na ONU uma solução diplomática e novas eleições.
COMO FICA AGORA O GOVERNO VENEZUELANO?
Com a ausência do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, capturado pelos EUA em meio a um ataque militar na madrugada de sábado (3) em Caracas, Delcy Rodríguez, vice-presidente titular do país, passou a ser considerada a governante em exercício da Venezuela.
Neste domingo (4), Delcy recebeu apoio das Forças Armadas da Venezuela. Mesmo o presidente americano, Donald Trump, já se referia à vice-presidente titular como a líder em exercício do país, embora diga que, se seu governo “não se comportar”, os Estados Unidos podem realizar um novo ataque contra o território venezuelano.
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