VÍDEO: Deputado estadual declara que momento de incertezas gera caos em Patos: “Fornecedores têm medo”
Acusado de comandar organização criminosa, prefeito Dinaldinho (PSDB) foi afastado pela Justiça
Após tomar posse na Assembleia Legislativa para seu segundo mandato, o deputado estadual reeleito Nabor Wanderley (PSB) falou com a TV Diário do Sertão sobre a situação do seu município, Patos, no Sertão do estado, que está sendo administrado pelo vice-prefeito Bonifácio Rocha (PPS) desde agosto do ano passado, quando o prefeito Dinaldo Medeiros Wanderley Filho, o Dinaldinho (PSDB), foi afastado pela Justiça após ser denunciado pelo Ministério Público por comandar uma organização criminosa.
Nabor Wanderley disse que a situação de incertezas e insegurança pela qual passa o poder executivo gera caos no município.
“O prefeito interino tem procurado encaminhar a gestão, mas muitas vezes os fornecedores têm medo de fornecer, as pessoas ficam naquela insegurança porque, de repente, vem uma decisão contrária, volta o outro prefeito e alguém vai sair prejudicado com relação a isso”.
Para Nabor Wanderley, se Dinaldinho provar inocência, ele tem que concluir seu mandato. Mas se for constatada culpa, não tem condições de continuar na prefeitura.
“O prefeito foi eleito com um discurso de moralização, de seriedade, e a gente via que enquanto ele ia para o palanque fazer esse discurso, na calada da noite ele estava agindo de outra forma, fazendo negociatas para as licitações que chegassem à prefeitura. Isso é muito ruim para quem votou nele, é um sentimento de decepção muito grande e Patos hoje vive essa incerteza”.
Acusações
O Ministério Público da Paraíba denunciou 13 pessoas investigadas na operação “Cidade Luz”, que foi deflagrada no dia 2 de agosto de 2018. Entre elas está o prefeito de Patos.
Os integrantes do grupo estão sendo processados por crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, desvio de recursos públicos, fraude em licitação e lavagem de capitais.
A denúncia protocolada no Tribunal de Justiça da Paraíba tem mais de 200 páginas e detalha a atuação do esquema criminoso que se dividia em quatro núcleos: político, econômico, setor de licitações e lavagem de capitais.
DIÁRIO DO SERTÃO
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