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Maioria dos açudes da Paraíba está em situação crítica, aponta AESA

De acordo co os dados oficiais da Aesa, 46 reservatórios estão com no máximo, 10% de sua capacidade; 36 em observação, com 20,1 a 50%; e 20 em estado de atenção, 10,1 a 20%

Por Luiz Adriano

25/01/2026 às 12h53 • atualizado em 25/01/2026 às 12h58

Seca no Sertão da Paraíba - Foto: Priscila Tavares/Diário do Sertão

A situação hídrica da Paraíba segue preocupante e revela um quadro severo de escassez de água em grande parte do estado. De acordo com o mapa mais recente da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (AESA), a maioria dos açudes monitorados encontra-se em situação crítica, com volumes iguais ou inferiores a 10% da capacidade total.

O levantamento mostra uma forte concentração de reservatórios sinalizados em vermelho, espalhados principalmente pelo Cariri, Curimataú, Sertão e parte do Alto Sertão, regiões historicamente mais vulneráveis aos efeitos da estiagem. Esses açudes operam no limite e já não garantem segurança hídrica nem para o abastecimento humano regular, nem para atividades como agricultura e pecuária.

Além dos açudes em colapso, muitos outros aparecem em estado de atenção (laranja) ou em observação (amarelo), indicando níveis baixos e risco de agravamento caso as chuvas não se regularizem nos próximos meses. Os reservatórios em condição considerada normal ou favorável são minoria e aparecem de forma pontual no mapa.

A predominância de volumes críticos reflete os impactos diretos da irregularidade das chuvas e da persistência de longos períodos secos, realidade que afeta milhares de paraibanos, especialmente nas zonas rurais.

A recuperação dos níveis dos açudes depende diretamente de uma quadra chuvosa mais regular, e enquanto isso não ocorre, o mapa da situação hídrica preocupa o homem do campo, principalmente aquele que reside nas áreas mais afetadas, no interior do estado.

Divulgação: AESA

Dados

Conforme a Aesa, dois açudes estão sangrando; 20 encontram-se em situação favorável, ou seja, entre 70,1 a 100% de sua capacidade; 12 em normalidade, 50,1 a 70%; 36 em observação, com 20,1 a 50%; 20 em estado de atenção, 10,1 a 20%; e 46 em situação crítica, igual ou menor que 10% de seu volume.

Veja os dados completos aqui.

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