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VÍDEO: “Não basta apenas criar o IF Sertão, mas estruturar para cumprir sua missão”, diz diretor do IFPB Sousa

Apesar da relevância do projeto, Chico Nogueira ressaltou que a iniciativa envolve desafios significativos. Ele chamou atenção para o cuidado necessário com servidores que ingressaram por concurso público e que poderão ser realocados para a nova instituição

Por Luiz Adriano

07/01/2026 às 17h16 • atualizado em 07/01/2026 às 17h23

O diretor do Instituto Federal da Paraíba (IFPB), campus Sousa, professor Chico Nogueira, avaliou o projeto de criação do Instituto Federal do Sertão Paraibano (IFSPB) durante entrevista concedida nesta quarta-feira (7) ao programa Olho Vivo, da Rede Diário do Sertão. A proposta prevê a instalação da reitoria no município de Patos.

Segundo o professor, a inclusão do termo “Sertão” no nome da nova instituição vai além de uma definição geográfica. “Ele traz o poder simbólico de um povo, de uma gente que tem sua cultura, seu jeito de viver e suas necessidades. O Instituto Federal do Sertão da Paraíba é, sim, uma oportunidade importante que precisamos olhar com carinho e cuidado”, destacou.

DesafiosApesar da relevância do projeto, Chico Nogueira ressaltou que a iniciativa envolve desafios significativos. Atualmente, o IFPB conta com 25 campi, estrutura administrativa consolidada, corpo docente e orçamento definidos. De acordo com ele, grande parte dessa estrutura está concentrada entre a região da Borborema e a capital paraibana, o que exige atenção especial no processo de divisão institucional.

“O desafio não é apenas criar o Instituto Federal do Sertão, mas estruturá-lo de forma que ele cumpra sua missão, que ele não seja só mais uma oportunidade, que ele seja uma instituição que realmente cumpra a missão para que deve ser criada”, afirmou.

Preocupação com servidores – O diretor também enfatizou que o IFSPB ainda está em fase de projeto de lei e não se trata, por enquanto, de uma instituição oficialmente criada. Nesse contexto, ele chamou atenção para o cuidado necessário com servidores e servidoras que ingressaram por concurso público e que poderão ser realocados para a nova instituição.

“É preciso zelo com as pessoas, repensar a estrutura, o orçamento. Essa discussão é também uma oportunidade para debatermos a situação e o financiamento da rede federal de educação”, acrescentou.

Chico Nogueira informou ainda que, na reunião realizada na terça-feira (6) com o Conselho de Dirigentes do IFPB, foi definida a criação de um grupo de trabalho para discutir o tema. O grupo deverá analisar os impactos do projeto e propor caminhos que minimizem possíveis efeitos negativos.

O objetivo inicial é iniciar interlocuções com parlamentares, garantindo que as decisões sobre a criação do IFSPB não sejam tomadas sem a participação ativa da própria instituição e de seus representantes.

DIÁRIO DO SERTÃO

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