Democracia impõe respeito às urnas
Dois fatos na Paraíba têm chamado a atenção de observadores. O primeiro deles diz respeito às dificuldades impostas por alguns parlamentares para votar o licenciamento para o Estado avalizar um empréstimo para a Cagepa. O segundo é em relação também às dificuldades que vêm sendo impostas para que se reconheça a vitória da professora Margareth Diniz, na disputa pela reitoria UFPB.
Ambos os casos trazem consigo uma marca única: a não aceitação do resultado das urnas.
No caso da AL, toda a dificuldade vivida na questão da votação da Cagepa gira em torno de alguns deputados maranhistas que ainda não assimilaram a vitória dos ricardistas. Imaginavam vitória de José Maranhão e não aceitam ainda hoje a decisão popular. Alie-se a isso a forma diferente de encarar a atividade política do atual governante. Ele não negocia nem transige em cima de questões particulares. Aceita de bom grado, porém, os que lhe vierem sugerir para o bem coletivo. E isso, para alguns deputados, é uma sentença de morte, porque é o fim do velho toma lá, dá cá. E são esses que estavam acostumados desde outrora ao joguete político do "é dando que se recebe", que estrebucham na Assembléia Legislativa para não aprovar projetos do Governador.
Em resumo, as dificuldades vividas na Assembléia Legislativa não são fruto senão, ainda, da vitória de Ricardo sobre Maranhão, e do estilo republicano do Governador de gerir a máquina estadual.
Quanto à Universidade Federal da Paraíba (UFPB), a questão é tão somente o resultado das urnas. É que tanto em 1° quanto em 2° turnos, a vitória coube à professora Margareth Diniz, e não à professora Lúcia Guerra, candidata do atual Reitor. A Justiça já se pronunciou e apontou como legal todo o processo de consulta mas, contrariados com a escolha feita pela comunidade universitária nas urnas, o Conselho Universitário (Consuni), órgão majoritária e politicamente ligado ao professor Polari, finca pé e diz não homologar a escolha de professores, funcionários e alunos.
Em suma, estamos diante de posicionamentos autoritários que não respeitam a democracia e, em consequência, se "vingam" dela desrespeitando o processo que a consagra.
No caso da Assembléia, o povo é quem pode dar a resposta nas próximas eleições!
Em relação à UFPB, a Justiça reporá os pingos nos "is"!
S O L T A S
*O governador Ricardo Coutinho disse em Sousa que um governador não pode ser empichado por estar trabalhando, fazendo um quilometro de estrada por dia, ampliando leitos hospitalares e, por isso, perdoava o deputado que abria a boca para dizer tamanha bobagem, referindo-se a Vituriano de Abreu que foi o responsável pelo vazamento da notícia.
*O reitor Rômulo Polari (UFPB) nomeou para professor na instituição um cidadão aprovado em 4° lugar no concurso da Universidade Federal do Recôncavo Baiano, dias antes do mesmo expirar. Em tempo: o nomeado é filho do professor relator do caso das eleições da universidade, no Consuni!
*A oposição ao Governador na Paraíba tem raiva porque o governo realiza obras em todo Estado. Ela pratica a política do quanto pior, melhor. Infelizmente!
*Os números nas pesquisas eleitorais de Cajazeiras mudaram. E se mudaram, alguém subiu e alguém caiu. E agora?
*Domingo é dia de Trem das Onze – 11h.
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