Como agir em caso de intoxicação alimentar
O transtorno pode ter um impacto bastante desagradável na saúde das pessoas
Os cuidados com a alimentação vão além das escolhas saudáveis. O estado de conservação dos alimentos deve ser observado com cuidado para que se possa evitar a intoxicação alimentar. O transtorno pode ter um impacto bastante desagradável na saúde das pessoas, representando um perigo ainda maior para crianças e idosos.
Neste artigo, vamos entender como o problema ocorre, quais os procedimentos devem ser tomados para socorrer uma pessoa intoxicada e quando procurar atendimento em hospitais como os da Rede D’Or São Luiz.
O que é intoxicação alimentar?
A intoxicação alimentar, doença chamada pela medicina de gastroenterocolite aguda, é um desequilíbrio no organismo causado pela ingestão de alimentos contaminados por certas bactérias, parasitas ou vírus e suas respectivas toxinas.
Esses microrganismos podem estar presentes em alimentos de origem animal, vegetal ou processados.
A contaminação pode ocorrer por causa da má conservação ou armazenamento dos alimentos, no preparo da refeição ou até mesmo durante o consumo, quando a pessoa toca a comida sem higienizar as mãos.
Os principais órgãos intoxicados por essas bactérias, vírus e parasitas são o estômago e os intestinos.
Sintomas
A diarreia aquosa é o sintoma mais típico da intoxicação alimentar, que normalmente é acompanhada de náuseas, vômitos, febre, dores abdominais e mal estar generalizado.
Outros sintomas que podem surgir são a queda de pressão arterial e desidratação.
Dependendo do microrganismo responsável pela infecção e do estado imunológico do paciente, os sintomas surgem em poucas horas ou dentro de alguns dias ou semanas.
O ciclo da doença e recuperação do organismo pode demorar de um a dez dias.
O que fazer em caso de intoxicação alimentar
Todo caso de intoxicação pode ser grave, mas crianças e idosos precisam de atenção redobrada.
Um dos principais riscos da intoxicação é a desidratação causada pelo excesso de evacuação e vômitos. Não é indicado usar medicamentos para conter esses sintomas, pois eles podem até agravar o quadro da doença.
Aliás, é sempre bom lembrar que a automedicação é uma prática perigosa e deve ser sempre evitada.
Em um primeiro momento, hidratação é a palavra-chave. É necessário ingerir bastante líquido, de preferência água. Mas valem também sucos naturais, água de coco e chás leves (sem cafeína).
Para dar energia ao organismo, são indicados alimentos leves como biscoito de água e sal, frutas cozidas e sem casca (banana, maçã e pera são ótimas escolhas) e legumes cozidos.
O repouso deve ser respeitado e os sintomas muito bem observados. Em caso de intoxicação leve, o organismo tende a se recuperar no prazo de 2 a 3 dias.
Se os sintomas não melhorarem ou até mesmo se agravarem neste período é hora de buscar atendimento médico.
Quando buscar ajuda médica
Muitas vezes o repouso e a hidratação não são suficientes para o organismo combater os agentes de da intoxicação, então a busca por ajuda médica se torna urgente, principalmente se aparecerem os seguintes sintomas: cólicas muito intensas, diarreia agravada, vômitos de sangue, sangue nas fezes, visão dupla, fraqueza muscular, dificuldade ao engolir e febre alta.
A desidratação é uma consequência comum da intoxicação alimentar e pode ser identificada por alguns sinais: sede excessiva, ausência e extrema diminuição da micção, vertigens e fraqueza.
No consultório ou emergência hospitalar, um clínico geral poderá diagnosticar a doença com base nos sintomas e informações sobre o histórico de alimentação. Para confirmar, podem ser feitos exames de fezes e de sangue.
Nos casos mais graves, a internação hospitalar é inevitável. O tratamento inclui hidratação com soro de forma intravenosa para reposição dos líquidos, sais minerais e nutrientes perdidos. No casos onde a causa envolve bactérias, são ministrados antibióticos.
A reposição de líquidos perdidos na diarreia ou vômito por via intravenosa no hospital fornece ao corpo água e nutrientes essenciais muito mais rapidamente do que as soluções orais.
O médico pode prescrever antibióticos se o paciente tiver uma intoxicação alimentar bacteriana e os seus sintomas são graves.
Alguns tipos de intoxicação alimentar bacteriana podem requerer tratamento no hospital, com antibiótico por via intravenosa.
Durante a gravidez, o tratamento imediato com antibióticos reduz o risco do bebê ser contaminado.
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