Endividamento em massa

Por Alexandre Costa – No afã de reverter seus baixos de índices de aprovação que se acentuaram desde o fim do ano passado, o governo Lula 3 continua dando prova que não tem nenhum compromisso com a estabilização econômica do seu país que apresenta uma das maiores cargas tributarias e taxa de juros do mundo.
Ao lançar o programa, tirado do colete do seu marqueteiro Sidônio Palmeira, para oferecer credito consignado para 47 milhões de trabalhadores brasileiros de carteira assinada, o governo federal incorre num grave erro de “queimar” um programa que tinha tudo para dar certo, só que em outro momento da nossa economia.
Evidente que o governo não está se lixando para equilibrar as contas públicas. Nada fez para atingir isso em dois anos e três meses, o foco agora é a reeleição, a economia resolve depois. Enquanto joga pedra no Banco Central (BC), pela alta taxa Selic de 14,25%, que luta heroicamente para levar a inflação para dentro do intervalo da meta, o governo aumenta o descompasso de sua política fiscal que não converge com a política monetária do BC fato que gera desconfiança no mercado e desestabiliza a economia.
Esse descompasso está escancarado em inoportunas medidas populistas de cunho eleitoreiro que estão sendo implementadas neste momento pressionando a inflação obrigando o BC aumentar a taxa de juros: isenção do Imposto de Renda em até R$ 5 mil; ampliar a faixa do programa Minha Casa Minha Vida para beneficiários com renda de R$ 8 mil a R$12 mil, além do Crédito do Trabalhador, o consignado para trabalhadores do regime CLT com taxa de juros menores.
LEIA TAMBÉM:
É lenha na fogueira! Somente estes três programas, inadequados para o momento, injetando fortemente recursos na economia fazendo disparar o consumo tem potencial para um descontrole inflacionário que somente pode ser contido com taxas cavalares de juros do BC.
Alardeado pela ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleise Hoffmann, em postagens nas redes sociais como o “empréstimo do Lula”, logo em seguida apagada rapidamente, o programa do crédito consignado que se propõe na sua essência acudir, com taxas de juros menores, os mais de 74 milhões de brasileiros endividados, está sendo visto por analistas econômicos como uma medida populista de olho na eleição de 2026 com consequências devastadoras que pode levar a um endividamento em massa.
Na verdade, o governo está atirando com a pólvora alheia. Afinal, o empréstimo que o trabalhador está tomando nos bancos é garantido por um dinheiro que já é dele, que é o saldo do seu FGTS. Uma pirueta populista inócua que vai irrigar os lucros dos bancos financiadores credenciados permitindo na maioria das vezes apenas trocar uma dívida cara por outra mais barata. Lula armou uma bomba, caso seja reeleito, que pode explodir em suas mãos em 2027.
Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Sistema Diário de Comunicação.
Leia mais notícias no www.diariodosertao.com.br/colunistas, siga nas redes sociais: Facebook, Twitter, Instagram e veja nossos vídeos no Play Diário. Envie informações à Redação pelo WhatsApp (83) 99157-2802.
Deixe seu comentário